0 Sexualidade e o tempo

Olá pessoas do mundo, hoje eu farei uma coisa diferente. Meu professor de história tá organizando uma espécie de jornal na escola, temos que trazer reportagens que liguem o passado a atualidade de uma forma bacana e criativa, então essa é a minha reportagem. Mas porque esse assunto? Não sei, perguntem ao João RN. Mas depois que comecei a estudar vi o quão amplo o assunto é e como é interessante a influência das culturas e gerações. Espero que vocês gostem e espero ganhar muitos pontos kkk

  Sexualidade e o tempo
O termo sexualidade surgiu no século XIX e não está ligada somente a órgãos sexuais, mas sim a cultura, a educação, a religião, a personalidade e circunstâncias humanas.
Porém a sexualidade sempre esteve presente na história da humanidade, Adão e Eva tiveram a missão de povoar a terra segundo a tradição cristã, e com o passar dos séculos o sexo teve mais funções além da procriação.

Na fase Arcaica da Grécia Antiga, os homens já tinham suas esposas, amantes e até jovens acompanhantes durante as guerras, relações ligadas a amizade, lealdade e fidelidade. Os romanos tinham orgias como algo cotidiano transfigurando as leis e costumes gregos.

Em diversas partes do mundo era costume andar nu ou seminu, o sexo era instintivo. As alojações eram imundas e a visão de higiene da época pode causar nojo aos dias atuais, as mulheres não podiam se lavar antes do ato sexual pois o cheiro da pele era algo erótico.

A partir do século XVI a Igreja Católica impôs costumes a população, agora se andava vestido, e muito bem vestido por sinal, ao ponto de qualquer pele do pescoço ou tornozelo causar impulsos sexuais. O corpo era pecado, a sexualidade deveria ser controlada ensinava a Igreja.

O sexo seria um fruto do casamento, esse que agora era usado com diversas funções, a princípio unir famílias ou reinos. Com o propósito de repassar a herança aos descendentes, a mulher passou a ser vista quando filha como um meio de união de riquezas após o casamento, com os dotes ou acordos, e quando esposa seria um objeto de exposição e genitora.

No século XVIII surgiu o movimento artístico, filosófico e político conhecido como romantismo, algo que mudou as relações interpessoais. Como o casamento ainda era feito por acordos dos pais, os filho não tinham a chance de escolher, nessa fase era rotina acontecer paixões impossíveis, um grande exemplo foi a obra de Williams Shakespeare – Romeu e Julieta – que retratou o romance de dois jovens cujo as famílias eram inimigas mas viveram seu amor e  tiveram um fim trágico, algo muito comum a época.
Com o passar dos tempos o sexo ganhou diversas variações e razões. O modelo de família começou a ser alterado pelo movimento feminista (teve início durante a Revolução Francesa, mas ganhou força com seu reinício no século XIX) que lutava pelos direito das mulheres ao voto, instrução e a obter os mesmos direitos e gratificações que o homem. Durante a Revolução Industrial e principalmente pela Segunda Guerra Mundial, a mulher começou a ocupar áreas antes intituladas como masculinas. E em 1960 quando a pílula anticoncepcional chegou ao mercado uma nova fase começou. O sexo que era visto principalmente como forma de procriação para a mulher, agora elas tinham a opção de usufruir disto apenas para o prazer, tomando o rumo da vida e do próprio corpo.

Hoje temos o sexo como algo tão comum que às vezes coisas simples passam despercebidas, a cinquenta anos atrás era totalmente inapropriado cometer o ato sexual antes do casamento por exemplo, já atualmente essa situação é aceitável.

A homossexualidade (homo: do grego “igual”) como a própria sexualidade sempre existiu em todas as espécies, o amor entre iguais era tão comum que nem o próprio termo existia, o que só veio a ocorrer em 1869. A cerca de 10 mil anos atrás as tribos das ilhas de Nova Guiné, Fiji e Salomão, no oceano Pacífico já exercitavam algumas formas de homossexualidade em rituais sagrados, e assim continuou a acontecer em todo o planeta até o cristianismo, quando a Igreja impôs o modelo de família que seria composto por um homem, uma mulher e filhos.

Após muitas lutas e algumas vitórias dos grupos LGBTS alguns países começaram a permitir o casamento homossexual e essa discussão está bem presente. Famílias conservadoras começam a ampliar seus horizontes e a sociedade a aceitar, estudar e lutar contra o preconceito que é gerado. É claro que há muito a se fazer, mas o primeiro passo foi dado e caminhamos a um futuro onde o amor seja mais importante que suas formas de manifestações.

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